terça-feira, 12 de outubro de 2010

8 programas irritantes da televisão brasileira

Ahhh! Nada como passar um tempo na casa do avô, sem internet, sem TV à cabo, sem twitter, sem Orkut, sem essa tecnologia maluca que, ao mesmo tempo que informa e diverte, também estressa e te joga informação demais.
É aí que você assiste alguns dos programas mais bizarros, de última categoria, péssimos, apresentadores horríveis, comentários esdrúxulos e, acima de tudo, irritantes:

A Fazenda 3 (Record)

Meu guilty pleasure, infelizmente. É uma coisa tão mal feita, de quinta, com aquele Brito Júnior INSUPORTÁVEL, as subcelebridades mais SUB do mundo, algumas pessoas que eu nunca vi na minha vida. Mal dirigido, mal editado e não sei como ainda está no ar. Tentando ter o mesmo impacto que o Big Brother, o pessoal da Record vende o programa como um estouro de audiência. Não é.

A Turma do Didi (Globo)

É até uma ofensa com o passado de Os Trapalhões. O programa é tão sem graça que nem uma criança de colo ri daquilo. E se ri, provavelmente é de alguma imagem. Sua avó conta piadas mais engraçadas e coerentes que aquilo.

Casos de Família (SBT)

Preciso falar alguma coisa? Entendendo que o povo brasileiro gosta de assistir e se deliciar com os problemas dos outros, a volúpta apresentadora bota lenha nos convidados, armando um circo total. Já chegou ao cúmulo de colocar um armário no palco e convidar um homem a entrar e sair, simbolizando a confissão de que ele era gay. É claro que garante bons índices de audiência.

Programa do Ratinho (SBT)

Ele já foi líder de audiência, deixava muita emissora tremendo, o povo o aclamava...mas aí ele sumiu, voltou anos depois tentando apresentar um programa sério, o público rejeitou e hoje ele consegue míseros 4 pontos. O ápice? Entrevistou Guilherme de Pádua, assassino da filha da Glória Perez, como se ele fosse uma celebridade que merecesse alguma chance na mídia. Repugnante.

Legendários (Record)

Talvez esse seja o pior, tamanha a prepotência do negócio. Marcos Mion acha que é Deus e aqueles roteiristas forçam cada situação que é difícil de engolir. Tentando ter a mesma relevância que o CQC, da Band, já teve, eles imitam alguns quadros e acham que estão revolucionando a televisão mundial.

Márcia (Band)

Essa também já foi líder de audiência. Já apresentou tantos casos absurdos que deveriam processar cada um. Tipo quando ela enrolou o programa inteiro pra que a mulher revelasse pro seu NAMORADO que ela era a MÃE biológica dele. Ou quando colocou uma piscina no palco e expôs uma criança com problemas de pele que não podia ficar sem o contato com a água. Um horror total.

O Melhor do Brasil (Record)

O nome do programa me deixa pensativo. Se o que é apresentado ali é o melhor do Brasil, então imagine o PIOR. Conheço muita gente que ama e se diverte e eu até entendo. Tem um apelo popular, Rodrigo Faro faz umas piadinhas previsíveis (e cretinas) e reúne tudo o que já foi feito na televisão mundial. E aquele Dança Gatinho, dança é tão CONSTRANGEDOR que fica impossível não dar uma olhada. Esse final de semana o grupo de maior sucesso de todos os tempos (not) Restart estava lá, prestigiando o apresentador, que dançou umas 50 vezes a mesma música. É um belo programa de tortura.

Programa do Gugu (Record)

Esse possui todos os elementos dos outros, reunidos e compactados em algumas horas do domingo.

E sim. Pra falar mal tem que assistir.

domingo, 3 de outubro de 2010

"Glee" NÃO me irrita



A série pode ser ruim, pode ter roteiros mais rasos que um episódio da Turma do Didi, pode forçar situações rídiculas só para que os personagens comecem a cantar do nada. Mas a série também é engraçada, tem diálogos geniais, se tornou uma febre mundial antes mesmo da estreia, em 2009, e seus álbuns musicais figuram fácil nos mais vendidos dos EUA, e agora no Brasil também.
Pra quem mora num buraco e não sabe, a série mostra o grupo de um coral de colégio, completamente losers, tentando vencer as regionais e mostrando que os não populares também tem vez.
Álias, esse é o grande motivo da série. Em algum episódio você vai se identificar com o que acontece naquele colégio.
Mas nada, absolutamente nada, é tão bom quando Sue Sylvester, a vilã que tenta destruir o Glee Club. Algumas frases são tão boas que corre o perigo de adotar pra sua vida, ou tentar achar o best-seller "Eu sou um sucesso e você é gorda".

"Glee" é uma febre. A segunda temporada começou com uma bela audiência, e nessa semana foi exibido o episódio tributo a Britney Spears, com participãção da própria, e conquistou a maior audiência da série até agora: mais de 13 milhões de americanos pararam pra assistir.

Leve, engraçada, músicas repaginadas e um elenco carismático. Se livra do preconceito e corre atrás pra assistir. Vale a pena.