sábado, 18 de junho de 2011

Avril Lavigne, meu guilty pleasure* favorito


A cantora Avril Lavigne surgiu no cenário musical em junho de 2002 com seu jeito skater girl, calças largas, jeito despojado e gravata no pescoço. O público começava a enjoar do pop grudento e de músicas tão parecidas. Lavigne chegou criticando toda e qualquer cantora que "vendia o corpo e não a música". Suas canções eram simples e as letras retratavam facilmente o que qualquer jovem poderia passar. Avril Lavigne não era só alternativa. Ela era uma alternativa.

Eu, no alto dos meus 14 anos, comprei essa ideia e me apaixonei completamente. Comecei a aprender inglês por causa dela, a pesquisar sobre um artista e entender como é ser fã. Em 2005, já com 17 anos, fui ao show dela em Curitiba. Fiquei 5 horas na fila e mais 4 horas esperando o show começar. Valeu a pena.

Não sei exatamente quando gostar de Avril Lavigne começou a ficar um tanto quanto vergonhoso aos olhos de algumas pessoas. Talvez pelo estilo completamente diferente do normal, quando, em 2007, ela aparece vestindo rosa e cantando que queria roubar o namorado alheio. O álbum The Best Damn Thing foi o seu divisor de águas. Mas o fato é que eu gosto, mesmo sabendo que é ruim.
Acho que ainda guardo aquela sensação adolescente de quando cantar seus problemas amorosos era mais fácil do que enfrentá-los. Ela não evoluiu musicalmente e não apresenta nenhuma novidade, mas, talvez, justamente por isso, eu não espero algo grandioso. Não preciso criticar porque eu sei que não é nenhuma maravilha, mas também não é nada tão ruim assim.

Avril já não é mais aquela adolescente rebelde - e hoje soa realmente como uma personagem criada por uma gravadora - e tampouco é uma mulher bem resolvida musicalmente. Se ela está tentando provar alguma coisa como cantora, trilha um caminho errado. Para mim, ela é aquela velha sensação de ter 14 anos em que sonhos e desilusões se misturam ao frescor de pensar que ainda temos muita vida pela frente.


*Guilty Pleasure: algo que você não deveria gostar, mas gosta. É aquela coisa que você adora, mas morre de vergonha e esconde isso de todos os seus amigos.