
A cantora Avril Lavigne surgiu no cenário musical em junho de 2002 com seu jeito skater girl, calças largas, jeito despojado e gravata no pescoço. O público começava a enjoar do pop grudento e de músicas tão parecidas. Lavigne chegou criticando toda e qualquer cantora que "vendia o corpo e não a música". Suas canções eram simples e as letras retratavam facilmente o que qualquer jovem poderia passar. Avril Lavigne não era só alternativa. Ela era uma alternativa.
Eu, no alto dos meus 14 anos, comprei essa ideia e me apaixonei completamente. Comecei a aprender inglês por causa dela, a pesquisar sobre um artista e entender como é ser fã. Em 2005, já com 17 anos, fui ao show dela em Curitiba. Fiquei 5 horas na fila e mais 4 horas esperando o show começar. Valeu a pena.
Não sei exatamente quando gostar de Avril Lavigne começou a ficar um tanto quanto vergonhoso aos olhos de algumas pessoas. Talvez pelo estilo completamente diferente do normal, quando, em 2007, ela aparece vestindo rosa e cantando que queria roubar o namorado alheio. O álbum The Best Damn Thing foi o seu divisor de águas. Mas o fato é que eu gosto, mesmo sabendo que é ruim.
Acho que ainda guardo aquela sensação adolescente de quando cantar seus problemas amorosos era mais fácil do que enfrentá-los. Ela não evoluiu musicalmente e não apresenta nenhuma novidade, mas, talvez, justamente por isso, eu não espero algo grandioso. Não preciso criticar porque eu sei que não é nenhuma maravilha, mas também não é nada tão ruim assim.
Avril já não é mais aquela adolescente rebelde - e hoje soa realmente como uma personagem criada por uma gravadora - e tampouco é uma mulher bem resolvida musicalmente. Se ela está tentando provar alguma coisa como cantora, trilha um caminho errado. Para mim, ela é aquela velha sensação de ter 14 anos em que sonhos e desilusões se misturam ao frescor de pensar que ainda temos muita vida pela frente.
*Guilty Pleasure: algo que você não deveria gostar, mas gosta. É aquela coisa que você adora, mas morre de vergonha e esconde isso de todos os seus amigos.
OLha, eu não gostei do último parágrafo, porque sinceramente acho que ela não precisa provar mais nada depois de 'Goodbye Lullaby', que pa mim é uma perfeição em Terra. TBDT não foi seu melhor álbum, porque fugiu do padrão 'Avril': despojado e sem pretensões. Suas roupas, o que realmente mais me espantou naquela fase, ficaram mais 'menininhas de ser'. Porém, amo o álbum e chuto quem disser que ela ficou fútil com ele.
ResponderExcluirNada me tira o prazer de ouvir a voz dela, estridente, fininha, delícia! Ganho bom humor ouvindo, status não preciso. Gosto, amo e morro por ela, ponto. *-*
P.S.: Quer voz grossa ouça a bêbada da Amy Winehouse e não critique o que não conhece.