"Desperate Housewives" deu início a sua última temporada no dia 25 de setembro, nos EUA. Depois de 7 anos, uma das série mais lucrativas da TV americana começa a se despedir. A audiência - que já chegou a 20 milhões - agora se contenta com cerca de 9 milhões, mas nem de longe pode ser considerada fracassada. Em 2005, "Desperate" foi a série mais vista no mundo, teve 15 indicações ao Emmy - levando 6 - 3 indicações ao Globo de Ouro, vencendo por Melhor Série Comédia em 2004 e uma versão horrorosa brasileira, produzida na Argentina e exibida pela Rede TV!.
Para quem não conhece, a série mostra a vida de cinco donas de casa, durante as suas lutas domésticas enquanto vários mistérios são desvendados. O estilo da série combina com elementos de drama, comédia, mistério e novela. A primeira temporada redefiniu o gênero "dramédia" e envolveu o público com a narração em off de uma personagem que morre logo no primeiro episódio. Até hoje, a série é narrada pelo ponto de vista de Mary Alice.
"Desperate" estreou na considerada "era de ouro" da televisão americana. Junto com "Lost", "Grey's Anatomy" e "House", a série manteve, por 6 anos, uma audiência acima da média. A sétima temporada já mostrou sinais de que o público estava cansando da mesma fórmula "um vizinho estranho chega à Wisteria Lane". Quando Marc Cherry - criador da série - anunciou seu afastamento da produção executiva, o canal ABC decidiu dar uma última temporada às donas de casa.
Não é fácil manter a regularidade numa série tão longa, mas Marc Cherry fez algo louvável. Na segunda temporada, o roteiro falhou ao apresentar uma nova família na rua. Com uma trama confusa, a crítica detonou a série e o próprio criador confessou que errou. As temporadas seguintes colocaram a série nos trilhos e o público também. Em 2009, por conselho dos criadores de "Lost", os roteiristas decidiram pular 5 anos a frente na série. Foi aí que as donas de casa - e a audiência - entraram em desespero. Os atores começaram a brigar por salário, status, quem aparecia mais e todos esses problemas que uma série com um elenco com tantas protagonistas causam. Porém, saltar 5 anos não mudou em nada a série e ainda causou estranheza quando nenhuma das atrizes (que já não são novas) envelheceu.
Ainda assim, "Desperate" se tornou um entretenimento de qualidade. A sintonia do elenco é visível, a direção faz aquele subúrbio parecer íntimo e a narrativa é tão bem construída que fica fácil fisgar a audiência. Da terceira temporada pra frente, todo ano a série trouxe um episódio-evento. Seja um assalto no supermercado, um furacão, um acidente de avião ou um motim dos moradores, eles sempre trouxeram algum impacto para as personagens e resolvia os problemas que, eventualmente, a série enfrentava.
Não há mais nada que esperar de "Desperate Housewives". A série já fez seu mérito há alguns anos atrás, porém, seu fim, em 2012, não deixará de ser triste, seja pela narração de Mary Alice, os assassinatos de toda temporada, as idiossincrasias de Bree, a futilidade de Gaby, os erros de Susan ou a sensacional Lynette. Não é fácil conseguir uma cena engraçada de uma dona de casa tentando conseguir uma receita de torta de limão ou ensinando a amiga a fazer um bolo de abacaxi para o marido desconfiado de uma traição. Tudo isso com um assassino na porta ao lado. E, sim, funciona.
Promo da versão britânica da série. Genial.
Para quem não conhece, a série mostra a vida de cinco donas de casa, durante as suas lutas domésticas enquanto vários mistérios são desvendados. O estilo da série combina com elementos de drama, comédia, mistério e novela. A primeira temporada redefiniu o gênero "dramédia" e envolveu o público com a narração em off de uma personagem que morre logo no primeiro episódio. Até hoje, a série é narrada pelo ponto de vista de Mary Alice.
"Desperate" estreou na considerada "era de ouro" da televisão americana. Junto com "Lost", "Grey's Anatomy" e "House", a série manteve, por 6 anos, uma audiência acima da média. A sétima temporada já mostrou sinais de que o público estava cansando da mesma fórmula "um vizinho estranho chega à Wisteria Lane". Quando Marc Cherry - criador da série - anunciou seu afastamento da produção executiva, o canal ABC decidiu dar uma última temporada às donas de casa.
Não é fácil manter a regularidade numa série tão longa, mas Marc Cherry fez algo louvável. Na segunda temporada, o roteiro falhou ao apresentar uma nova família na rua. Com uma trama confusa, a crítica detonou a série e o próprio criador confessou que errou. As temporadas seguintes colocaram a série nos trilhos e o público também. Em 2009, por conselho dos criadores de "Lost", os roteiristas decidiram pular 5 anos a frente na série. Foi aí que as donas de casa - e a audiência - entraram em desespero. Os atores começaram a brigar por salário, status, quem aparecia mais e todos esses problemas que uma série com um elenco com tantas protagonistas causam. Porém, saltar 5 anos não mudou em nada a série e ainda causou estranheza quando nenhuma das atrizes (que já não são novas) envelheceu.
Ainda assim, "Desperate" se tornou um entretenimento de qualidade. A sintonia do elenco é visível, a direção faz aquele subúrbio parecer íntimo e a narrativa é tão bem construída que fica fácil fisgar a audiência. Da terceira temporada pra frente, todo ano a série trouxe um episódio-evento. Seja um assalto no supermercado, um furacão, um acidente de avião ou um motim dos moradores, eles sempre trouxeram algum impacto para as personagens e resolvia os problemas que, eventualmente, a série enfrentava.
Não há mais nada que esperar de "Desperate Housewives". A série já fez seu mérito há alguns anos atrás, porém, seu fim, em 2012, não deixará de ser triste, seja pela narração de Mary Alice, os assassinatos de toda temporada, as idiossincrasias de Bree, a futilidade de Gaby, os erros de Susan ou a sensacional Lynette. Não é fácil conseguir uma cena engraçada de uma dona de casa tentando conseguir uma receita de torta de limão ou ensinando a amiga a fazer um bolo de abacaxi para o marido desconfiado de uma traição. Tudo isso com um assassino na porta ao lado. E, sim, funciona.
Promo da versão britânica da série. Genial.

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