domingo, 15 de janeiro de 2012

Cigarros, mulheres, homens loucos e uma série perfeita


Perfeição. É o esse o adjetivo que mais se enquadra quando se fala de "Mad Men', série criada por Matthew Weiner, em 2007 e vencedora de 13 prêmios Emmy e o Globo de Ouro por Melhor Série Dramática em três anos consecutivos. É difícil dar a sinopse da série, mas vamos lá: "Mad Men"conta a história dos funcionários da agência publicitária Sterling Cooper e o cotidiano de suas famílias, amigos e a vida no escritório. Mas falar apenas isso seria desmerecer todo o roteiro, direção, trilha sonora e atuação dos atores. Para saber porque a série é tão boa, é preciso assistir. O que vemos não é mais um programa de televisão. Já é um clássico.

A série se passa nos anos 60 - a primeira temporada mostra as eleições de Nixon X Kennedy - e a construção da sociedade americana. Com isso, vemos o machismo, tabagismo, alcoolismo, sexismo, feminismo, adultério, homofobia e racismo, tudo com uma naturalisade agonizante. Aliás, o cigarro é uma personagem da série. Em absolutamente todos os episódios os atores estão fumando, seja na sala de exames, no restaurante ou no trem. E agência Sterling Cooper tenta justamente fazer campanha a favor do cigarro, já que foi nessa época que começaram os avisos sovre os males causados pelo tabaco. 


Na década de 60, o machismo estava no auge. Mulheres não ocupavam cargos altos - e as que ocupavam não tinham credibilidade - donas de casa eram as mulheres perfeitas, nascidas para servir e reproduzir. A melancolia dessas mulheres é mostrada de uma forma magnífica, graças às atuações das atrizes, todas excelentes. 

Por falar em atuaçao, o elenco é um dos melhores da televisão. Jon Hamm - interpretando o protagonista Don Draper - merece todos os prêmios conquistados, assim como a interpretação deliciosa de Elizabeth Moss (Peggy Olsen), a ingênua nova funcionária da Sterling Cooper e secretária de Draper. Nenhum ator é desperdiçado e nenhuma personagem é deixada de lado. As histórias ganham destaque no decorrer dos episódios e você não vê o tempo passar, coisa rara pra uma série que tem quase uma hora de duração em seus 13 primeiros episódios. 
É saber sobre a cultura americana, hábitos da "american way of life". É saber sobre publicidade e suas facetas. É presenciar - sim, porque a produção é tão bem feita que eles conseguem te transportar pra 1960 - uma década histórica dos EUA. É presenciar a melhor série no art atualmente, algo que tinha acabado depois de "The Sopranos" e "Six Feet Under".

Não é uma série pra qualquer um. Não espere histórias mirabolantes nem enredos cheios de reviravoltas. Refina seu gosto, sente e admire a melhor coisa da televisão.



A quinta temporada da série estréia dia 25 de março, nos EUA ou em um computador perto de você.

Nenhum comentário:

Postar um comentário