
Lendo uma matéria sobre Agatha Christie - publicada na simpática revista "Ler & Cia.", disponível nas Livrarias Curitiba - lembrei que eu não estava defendendo uma das minhas autoras favoritas, até mesmo dizendo que era leitura ruim. Ora, não é! Por isso, roubei o título da matéria da revista, porque Agatha é e sempre será a rainha do romance policial.
Com cerca de 80 livros publicados, Agatha começou a escrever por acaso e logo percebeu que dominava este tipo de estrutura. Tanto dominava que, até hoje, é a escritora com mais livros vendidos no mundo (2 bilhões de cópias). Seu primeiro romance, "O Misterioso Caso de Styles" já mostrava como ela podia criar um história complexa, inteligente e - o mais importante - imprevisível. Descobrir quem é o assassino torna-se uma experiência deliciosa para o leitor e quando alguém acha que desvendou o segredo, Agatha mostra que não era nada disso. Por vezes, os motivos eram simples e ingênuos, como é o caso do psicológico "A Casa Torta" (um de seus melhores livros), em outros, a trama é cheia de segredos e cúmplices, como "Assassinato no Expresso do Oriente".
Os detetives da escritora são tão famosos e importantes quanto Sherlock Holmes. Seu principal - Hercule Poirot - inspira autores de romances policiais até hoje. Assim como a simpática velhinha Miss Marple, que com ironia e inteligência, desvendava os mistérios com maestria.
Com tantos livros publicados, manter uma qualidade é difícil. A escritora teve seu primeiro romance publicado em 1920 e escreveu até 1976 - ano de sua morte - com cerca de um livro por ano. Alguns de seus últimos livros - dizem os críticos - começam a ficar cansativos e desobrir o mistério não é tão difícil, já que ela utiliza de fórmulas muito parecidas. Porém, Agatha concluiu a história de Hercule Poirot com inovações, fazendo-o revisitar o seu primeiro caso em "Cai o Pano" e os leitores voltam ao cenário de seu primeiro romance. Agatha concluiu também a história de Miss Marple, em "Um Crime Adormecido". Os livros foram publicados pouco antes de sua morte, com exceção deste último, publicado após a morte da escritora, seguida de sua autobiografia,
Agatha Christie escreveu verdadeiras obras-primas, que são aclamadas até hoje. "O Assassinato de Roger Ackroyd" conta a história da morte do rico Roger Ackroyd, assassinado a punhaladas com uma adaga. É a terceira de uma série de estranhas mortes, que despertam a
atenção da solteirona e sagaz Caroline Sheppard, irmã do médico da
cidade e narrador deste romance. Intrigada, Caroline resolve investigar o
caso e descobrir se as três mortes têm alguma ligação. O livro vendeu 5.000 em apenas um ano e é considerado o melhor livro da autora.
Já em "Assassinato no Expresso do Oriente", um homem é assassinado num luxuoso trem. Acontece que todos os suspeitos
teriam bons motivos para tê-lo matado. Por sorte, na viagem está Hercule
Poirot, o pequeno detetive belga que irá apurar os fatos e extinguir o
mistério. O livro é um dos mais bem sucedidos da escritora e já foi adaptado diversas vezes para o cinema e o teatro.
Talvez, o livro mais famoso e inteligente de Agatha seja "O Caso dos Dez Negrinhos" ("E não sobrou nenhum", título alterado após a polêmica de racismo). O livro conta a história de 10 pessoas que são convidadas pelo misterioso U.N. Owen para
passar alguns dias numa ilha perto de uma aldeia pouco movimentada. Os
convidados aceitam o convite e de igual maneira embarcam para a ilha. Na primeira noite, quando todos já se conheciam
razoavelmente bem e conviviam animadamente na sala, ouve-se uma voz
vinda das paredes da sala, acusando cada um dos dez presentes de ter
cometido um crime, que apesar de ser desproposital, levou à morte de outras pessoas. O pânico instala-se e
mortes inexplicáveis se sucedem, tendo por única pista uma canção de ninar. As pessoas vão morrendo de acordo com os versos. Sem detetives ou polícia, o enredo prende até o seu impressionante - e inteligentíssimo - final.
Se você gosta de romance policial ou do sempre interessante "quem matou quem", Agatha Christie entrega uma série de livros geniais e bem escritos. A editora "L&PM" publicou diversos livros da autora em versão Pocket. Larga do preconceito e descubra o motivo da Duquesa da Morte ser uma das grandes escritoras reconhecidas até hoje. Afinal, livros que foram publicados na décado de 20 e que até hoje fazem sucesso não podem ser ruins. E não são.

MORRO POR ELA! Uma das melhores autoras, sem dúvida. *-*
ResponderExcluirLeiam e, se forem capazes, desvendem os mistérios antes do desfecho (lindo) final. ;)